Gestão Pública e Liderança

“Liderança é arte de desenvolver talentos para transformar tecnologia, processos e pessoas em resultados sustentáveis“ (Vasconcelos, 2018).

Atualizado em 08/02/2023 às 21:02, por Júlio Vasconcelos.

Os textos publicados na seção “Colunistas” não refletem as posições da Agência Primaz de Comunicação, exceto quando indicados como “Editoriais”

Ouça a coluna de Julio Vasconcelos:

 audio 1.mp3 

Segundo os estudiosos existem três tipos clássicos de liderança: o Autocrático, o democrático e o Laissez-Faire.

/apidata/imgcache/8d6a8af0440e37cb081093b7fbf8fad4.png?banner=postmiddle&when=1771145632&who=345

O Estilo Autocrático tem por princípio a tomada de decisões independentemente dos liderados. Aqui prevalece as ideias do Chefe; o lema preponderante é “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. No seu extremo, tende ao autoritarismo, que é a utilização abusiva do poder, para fins egoísticos e desequilibrados, destituindo o ser humano de valor ou importância. Nesse estágio, é típico de famosos ditadores como Hitler, Mussolini e Kadafi, entre outros. A história nos demonstra que esses líderes deixaram desastres humanitários traumáticos incomensuráveis! Deus que nos livre deles! O pior é que, infelizmente, ainda existem pessoas que simpatizam com eles! …

No Estilo Democrático os liderados têm um papel fundamental e há uma participação efetiva deles no processo decisório. Aqui tem lugar os líderes chamados de carismáticos, cujos seguidores o seguem não por imposição, mas por que acreditam firmemente que ele fala e age com autoridade, com respeito e coerência e tem todas as competências necessárias para o exercício da função. O trabalho em equipe, participativo e o desenvolvimento humano é o lema preponderante. Aqui prevalece a liderança servidora, na sua essência! Esse estilo é típico de grandes líderes humanitários como Mandela, Gandhi, Luther King, Madre Tereza de Calcutá e, por que não, nos tempos de hoje, o nosso Papa Francisco. Com certeza, são líderes que tornaram o nosso mundo melhor!

/apidata/imgcache/29dbe2d859113a8d297f76f1275030e8.png?banner=postmiddle&when=1771145632&who=345

Finalmente, o Estilo Laissez-Faire (numa tradução literal da língua francesa “deixar fazer) é aquele que deixa as coisas fluírem sem tomar as rédeas da direção. Na sua pior versão, delegam de uma forma excessiva e deixam o barco andar para onde o vento levar! Se eles encontram abaixo deles líderes fortes, acabam sendo dominados por eles e, no extremo, perdem o controle da situação, podendo serem derrubados. O risco aqui é de lideranças negativas tomarem o poder sub-repticiamente ou de forma declarada.

Apesar de a grande maioria das pessoas pensarem que o melhor estilo é o Democrático, em seus estudos, os consultores norte-americanos Hersey e Blanchart afirmaram que não! Eles criaram o conceito de liderança situacional, onde o líder por excelência transita livremente utilizando os três estilos, de acordo com as circunstâncias e o nível de maturidade dos liderados.

/apidata/imgcache/c4174d5a49d766513eaf1d561bbebd82.jpeg?banner=postmiddle&when=1771145632&who=345

Então, tendo como base esses conceitos, o que podemos dizer da nossa gestão pública atual? Deixo aqui a reflexão para os nossos caríssimos leitores…

Quem tem ouvidos, que ouça!

Se você quiser se aprofundar nesse tem, faça contato conosco! A Cesarius é especialista no assunto.


Júlio Vasconcelos

Júlio César Vasconcelos, Mestre em Ciências da Educação, Professor Universitário, Coach, Escritor e Sócio-Proprietário da Cesarius Gestão de Pessoas