O desafio de manter a renda e a reinvenção dos negócios de Mariana

Especial 100 dias de Covid-19 em Mariana O desafio de manter a renda e a reinvenção dos negócios de Mariana 100 dias de Covid-19 em

Atualizado em 23/06/2020 às 14:06, por Marcelo Sena.

Especial 100 dias de Covid-19 em Mariana

100 dias de Covid-19 em Mariana e os impactos na economia local

Restaurantes apostam na combinação delivery e Whatsapp para tentar manter faturamento. Foto: Marcelo Sena/Agência Primaz

Entre lives e decretos, a população de Mariana tem acompanhado flexibilizações e endurecimentos das medidas de isolamento socialexecutadas pelas autoridades da cidade. A pandemia trouxe incertezas para toda a cadeia produtiva: empresários, comerciantes, autônomos, empregados, trabalhadores informais e desempregados.

Nesta sessão do Especial 100 dias de Covid-19 em Mariana, a Agência Primaz de Comunicação analisa os desafios enfrentados pelos trabalhadores da cidade, além de abordar as inovações que os negócios foram obrigados a implantar diante das mudanças no padrão de consumo do marianense confinado.

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Emprego e renda

Os primeiros impactos econômicos da pandemia em Mariana por autônomos e trabalhadores informais,que ficaram sem trabalho e sem renda diante da pandemia de Covid-19. Os trabalhadores que conseguiram manter seus empregos tiveram que se adaptaràs mudanças nas relações de trabalho diante da Covid-19.

Com o aprofundamento da crise causada pelo coronavírus, os impactos também foram percebidos pelos estabelecimentos comerciais de Mariana. Assim, no início de maio, aprefeitura apresentou o que seria um plano de retomada da economia local. Porém, outros números influenciaram as decisões de retomada das atividades econômicas: os números de contaminados e mortes causadas por Covid-19 na cidade. Sobre isso, publicamos umareportagem em 10 de maio que analisava as necessidades e os riscos dessa retomada.

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Enquanto a cidade alternava entreflexibilizar e endurecer medidas, os comerciantes de Mariana demonstravam preocupação com a manutenção dos empregos de seus funcionários. Para amenizar a queda das vendas e evitar demissões, muitosapostaram em serviços de delivery e vendas pela internet.

Nessa linha,a Entrevista Primaz recebeu Kelson Douglas, gestor da Vale dos Inconfidentes (Valin), startup de tecnologia situada em Passagem de Mariana. Na entrevista, Kelson alertou que, mais que criar um sistema de e-commerce na cidade, é preciso promover uma “transformação digital dos empreendedores locais”.

Bancos

As agências bancárias também tiveram papel de destaque nos primeiros 100 dias de Covid-19 em Mariana, mas por serem causadoras de grandes filas e aglomerações no centro da cidade. Como tentativa de conter a contaminação, a Prefeitura anunciou o fechamento dos bancos, por meio da suspensão dos alvarás de funcionamento. Apesar disso,noticiamos sobre uma brecha jurídica que permitiria a abertura dos bancos privados. Antes mesmo de uma disputa judicial, a Prefeitura editou um novo decreto que permitia novamente o funcionamento das instituições.

Clientes formaram fila para atendimento bancário na manhã de sexta (15) em Mariana - Foto: Lui Pereira/Agência Primaz

Mais tarde, também noticiamos que aagência da Caixa de Mariana não atendeu às recomendações do Comitê Gestore optou por não testar todos os seus funcionários, mesmo com 03 colaboradores que testaram positivo para Covid-19. Assim, nos primeiros 100 dias de Covid-19 em Mariana, as agências bancárias atuaram mais como centros de contágio do que apresentaram alternativas para os impactos financeiros da crise.

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