Cruzeiro Futsal volta à quadra pelo Campeonato Metropolitano

Equipe celeste, com três jogos a menos, tenta se aproximar do Minas Tênis Clube, líder da competição

Atualizado em 20/07/2024 às 11:07, por Luiz Loureiro.

Cruzeiro e América empataram por 4 a 4, na partida realizada no dia 10 de julho, na Arena Mariana – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Campeonato Metropolitano

Depois de desistências de equipes e várias mudanças de datas das partidas, o Campeonato Metropolitano, promovido pela Federação Mineira de Futsal, vem sendo disputado por seis equipes, em turno e returno, jogando todas contra todas. Iniciada em abril, e com previsão para encerrar a fase inicial em outubro, o Campeonato Metropolitano apresenta a seguinte classificação, no momento:

Faltando apenas três partidas para disputar, o Minas já está matematicamente classificado para a fase semifinal, uma vez que não pode ser ultrapassado pelo Barroca ou Sete de Setembro. Além disso, o restante dos jogos envolve confrontos diretos, o que impediria que quatro equipes fizessem mais de 19 pontos, mesmo que o Minas Tênis Clube não pontuasse em seus últimos três compromissos.

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Desse modo, as demais equipes lutam três vagas, sendo que os jogos faltantes têm muitos confrontos diretos entre os outros cinco postulantes a uma vaga na fase semifinal do Campeonato Metropolitano, que será disputada em jogos de ida e volta, com mando de campo, na segunda partida, da equipe mais bem colocada na fase classificatória.

América foi o primeiro adversário do Cruzeiro, em Mariana, pelo campeonato Metropolitano

Com o auxiliar Cacá comandando a equipe, o Cruzeiro Futsal iniciou o jogo querendo superar a decepção de ter caído para o sexto lugar no Campeonato Brasileiro, depois de perder para o Fortaleza, inovando no quinteto inicial, com o goleiro Nitti de titular, no lugar do capitão Nico, ao lado de Bernardo, Berg, Beiço e João Vitor.

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Assim como na rodada de abertura do campeonato Brasileiro, a partida foi iniciada com forte marcação, desta vez com o América diminuindo bastante os espaços para a criação de jogadas da equipe celeste.

E foi assim que, do mesmo modo que no confronto anterior, o América abriu o marcador com Gaba, número 23, decorridos pouco mais de oito minutos de jogo.

Gaba fez dois dos quatro gols do América no jogo – Foto: João B. N. Gonçalves

As constantes trocas no quinteto estrelado deram resultado pouco depois, com o empate sendo conseguido por Tanque (17) que ameaçou fazer o pivô, mas girou rápido e empatou a partida com um forte chute rasteiro. A virada veio com Raime (76), aos 15:21, com o empate sendo conseguido por Baiano, dois minutos depois.

Assim como no primeiro tempo, o intervalo foi utilizado para reclamações de ambas as equipes, inconformadas com as marcações da arbitragem.

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Tumulto foi a marca principal do confronto pelo Campeonato Metropolitano

O clima quente continuou no segundo tempo, com uma confusão se estabelecendo por causa de um episódio praticamente banal, quando o América já vencia por 3 a 2, depois de mais um gol de Gaba.

Em uma jogada próxima à linha lateral do campo de jogo, alguns jogadores de desentenderam e o atleta cruzeirense PK empurrou um adversário. Webster, fora de jogo no momento, foi tirar satisfação, supostamente agrediu o adversário, e a confusão foi formada, inclusive se estendendo para dirigentes e membros das delegações das equipes, do lado de fora dos limites da quadra, resultando na agressão de um atleta não relacionado do América e na intervenção da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal de Mariana.

Fora da quadra, o atleta Artur foi agredido, supostamente por um integrante da delegação do Cruzeiro – Foto. João B. N. Gonçalves

Resolvida a situação, com a expulsão de PK e Webster, a partida teve continuidade, mas como o atleta cruzeirense estava em quadra no momento da confusão, a equipe celeste permaneceu dois minutos com um jogador a menos, situação aproveitada pelo América, que ampliou o placar para 4 a 2.

Depois disso, com o aumento da tensão, e principalmente devido ao apoio da torcida, o Cruzeiro chegou ao terceiro gol, depois de uma sexta falta veementemente reclamada pelo América, conseguindo o empate a poucos segundos do fim da partida, como havia acontecido, mas a favor dos adversários, em três partidas do Campeonato Brasileiro.

Amistoso “improvisado” no aniversário de Mariana

Com divulgação precária, iniciada poucos dias antes, e praticamente reduzida ´s redes sociais pessoais do prefeito Celso Cota, a partida amistosa de futsal, entre o Cruzeiro e a Seleção de Mariana foi incluída na programação oficial do Dia de Minas, 328º aniversário de Mariana, nessa terça-feira (16), iniciada com Missa Solene na Igreja de Nossa Senhora do Carmo e cerimônia de entrega da Medalha do Dia do Estado de Minas.

Mesmo em número reduzido, a torcida do Cruzeiro incentivou a equipe durante todo o jogo contra a seleção de Mariana – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

O público presente na Arena Mariana foi bem reduzido, considerando-se que a partida foi realizada às 15h, em um feriado, quando seria possível ver, além da equipe celeste, o futsal praticado por atletas marianenses, entre os quais Vinícius, conhecido como Baratinha, que havia feito um período de testes no Cruzeiro Futsal, mas sem conseguir um contrato de permanência.

O improviso do amistoso ficou ainda mais explícito quando Wallace Barros, técnico da equipe local, informou à reportagem da Agência Primaz que não houve tempo para treinos da seleção de Mariana. “Alguns atletas já estiveram presentes nos Jogos do Interior de Minas Gerais, representando a cidade, e outros foram escolhidos porque são destaques em algumas competições, tanto no município quanto fora. Nós não tivemos treinos por causa dessa corrida diária, a gente não conseguiu se preparar com o treino, mas a galera está com o ritmo de jogo, estão movimentando nos clubes, e se Deus quiser vai dar tudo certo”, declarou Wallace.

Do lado adversário, sob o comando do auxiliar técnico Cacá, o Cruzeiro iniciou o jogo com quartetos alternativos, e sofreu um pouco com o entusiasmo e dedicação dos atletas marianenses, que exerceram uma forte marcação no primeiro tempo, dificultando as ações para a equipe celeste, mas sem conseguir criar grandes chances de gol. Com esse panorama de jogo truncado, o primeiro tempo terminou com a vitória parcial de Cruzeiro, por 2 x 0, gols de Tanque (17) e Ari (9).

Tanque (17) comemora com os companheiros, o primeiro gol do Cruzeiro no amistoso do Dia de Minas – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

No banco, mesmo sem estar à frente do comando da equipe, o técnico Henrique Biaggi mostrava-se bastante irritado com a falta de iniciativa de seus jogadores e fez dura cobrança no intervalo, que mexeu com os jogadores. Com isso, no segundo tempo, com mais vontade e determinação, contando também com a falta de entrosamento e dificuldade de manter o ritmo forte da primeira etapa, o Cruzeiro ampliou o placar, conseguindo seu resultado mais expressivo na Arena Mariana, goleando a seleção local por 7 x 0, com João Vitor (duas vezes), Raime (também duas vezes) e novamente Ari marcando os gols.

Mesmo com muito esforço, a equipe local não conseguiu fazer nenhum gol, embora tenha tido oportunidades em tiros livres diretos, a partir da sexta falta coletiva do Cruzeiro, impedidas por defesas do goleiro Nico ou falta de pontaria dos atletas marianenses.

Vinícius (Baratinha) não consegui vencer o goleiro celeste, em um dos tiros livres diretos conquistados pela Seleção de Mariana – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Depois do jogo, em entrevista concedida à Agência Primaz, o auxiliar técnico Cacá falou sobre as lições do amistoso, em termos dos compromissos futuros da equipe, tanto na próxima fase do Brasileiro, quanto no Campeonato Metropolitano. “A lição é levar a sério todo jogo. Independente de qual campeonato seja, a gente tem que honrar a camisa que a gente está vestindo, tem que levar a sério. A gente já tinha programado as trocas para dar oportunidade para todo mundo jogar, uma quantidade de tempo já definida antes, mas a gente tem que entrar em quadra e fazer valer o nome do clube e a camisa que a gente está vestindo”, afirmou.

Para Cacá, o clima festivo, a mescla de jogadores que tiveram mais minutagem do que em outras ocasiões em quadra e até a estreia precoce de Neto, reforço recém-incorporado ao elenco, fizeram com que a equipe demorasse a mostrar sua superioridade. “A gente deu uma mesclada, uma misturada nos quartetos. O Neto que chegou ontem de viagem, inclusive, já botamos ‘pra’ jogar hoje, e o Berg que não pôde jogar. Achei que houve uma acomodação inicial, mas depois os meninos se encaixaram e começaram a jogar um pouco mais próximo do que a gente ‘tá’ acostumado a desempenhar”, finalizou o auxiliar técnico.