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Hoje é sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Entrevista Primaz – Dreisse Drielle

Dreisse Drielle foi entrevistada pelo jornalista Luiz Loureiro
Dreisse Drielle foi entrevistada pelo jornalista Luiz Loureiro – Foto: Larissa Antunes

A jornalista, escritora e comunicadora marianense Dreisse Drielle foi a convidada desta edição da Entrevista Primaz, gravada nesta sexta-feira (06), compartilhando sua trajetória profissional e literária, sua profunda conexão com a cidade de Mariana, e falou sobre seu novo livro “Ritmos Invisíveis”, cujo lançamento acontece no Museu de Mariana, neste sábado (07), às 15h.

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Clique no link para assistir à íntegra da entrevista e confira mais abaixo uma síntese das declarações de Dreisse Drielle.

Se preferir, acesse o Podcast Entrevista Primaz, disponível no Spotify.

Origens e conexão com Mariana

Dreyse Drielle nasceu e cresceu em Mariana, onde estudou e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e demonstra um profundo um profundo amor pela cidade, que moldou sua identidade. Lembra-se com carinho de carnavais, passeios e eventos culturais, vivendo intensamente a cidade até os 21 anos.

Mesmo morando em São Paulo desde 2016, ela visita a cidade frequentemente e observa seu crescimento, mantendo a visão “de uma cidade linda, acolhedora e com pessoas carinhosas”.

Na verdade, Mariana é absolutamente parte de quem eu sou (Dreisse Drielle)

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Carreira em Jornalismo e Comunicação

Desde os 8, 9 anos, Dreyse sabia que queria ser jornalista e diz ter aproveitado ao máximo a experiência acadêmica na UFOP, participando de empresa júnior, pesquisa e diversas. atividades. Ela acredita que o jornalismo a tornou mais atenta aos detalhes, às causas e às pessoas, desenvolvendo uma escuta apurada que é fundamental para sua escrita e criatividade.

Em 2016, tomou a decisão impulsiva de se mudar para São Paulo em busca de novas oportunidades profissionais e reconhece que, embora a cidade seja enorme e por vezes solitária, ela oferece inúmeras possibilidades e uma liberdade para ser quem quiser, permitindo ousadias e desapegos.

Trabalhou na Record News, chegando a apresentar um programa específico para o mercado B2B de automóveis e está no SBT há três anos, em uma equipe que cria soluções de conteúdo e projetos especiais (branded content) para marcas que anunciam no entretenimento. Gosta da natureza plural e inovadora de sua equipe, que integra profissionais de diversas áreas da comunicação.

Por enquanto, afirma Dreisse, prefere trabalhar “longe das câmeras”, focando na criação e escrita.

Jornada Literária

O primeiro livro de Dreisse Drielle foi “Doce Primavera, Diário de um Adolescente”. Publicado em 2016, é um livro infanto-juvenil, escrito em primeira pessoa, com inspirações em suas próprias experiências na adolescência, e surgiu de sua colaboração como colunista para o blog “Depois dos 15” (de Bruna Vieira), onde já se comunicava com um público jovem.

A trama narra a história de uma adolescente que se muda de cidade e enfrenta os dilemas típicos dessa fase. Atualmente está esgotado, mas Dreisse planeja republicá-lo.

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Ritmos Invisíveis

Dreisse drielle com seu livro, Ritmos Invisíveis
Foto: Divulgação

O lançamento oficial, pela Editora Patuá, uma das principais casas editoriais independentes dedicadas à literatura brasileira, aconteceu em São Paulo e marca um novo momento na trajetória da autora, que agora retorna a Mariana, neste sábado (07), para um encontro com os leitores, às 15h, no Museu de Mariana.

O romance acompanha Eva, uma produtora de eventos cuja vida pessoal é atravessada pela exposição pública após a viralização de um vídeo. A partir desse episódio, a narrativa explora os impactos da cultura digital e os desafios de se reconstruir. Com uma escrita direta, “Ritmos Invisíveis” propõe reflexões sobre vulnerabilidade e responsabilidade emocional, marcados pelo julgamento constante das redes sociais.

A obra é uma ficção em terceira pessoa, com a protagonista Eva, cujas decisões a autora se identifica, mas com características distintas. Aborda a cultura da internet, a exposição virtual, o cancelamento exacerbado e a efemeridade da fama online. Na Entrevista Primaz, a autora expressa fascínio e preocupação com a forma como a internet amplifica eventos e impacta vidas, e a literatura, para Dreyse, serve para oferecer um novo ponto de vista sobre o cancelamento, incentivando a reflexão sobre o próprio papel das pessoas na internet e mostrando que, mesmo quando tudo dá errado, é possível encontrar uma alternativa e “dançar” com as dissonâncias da vida.

“Ritmos Invisíveis” também está disponível para venda e integra o catálogo da Editora Patuá.

Planos Futuros

Dreisse já está trabalhando em um terceiro livro, que será mais denso e narrado em primeira pessoa, com previsão de lançamento para o final de 2027 ou início de 2028. A autora deseja que “Ritmos Invisíveis” alcance diferentes plataformas, como um filme (já que pensou na visualidade ao escrever) ou um audiolivro, para alcançar um público ainda maior.