- Mariana
Órgão da Sé e Orquestra de Ouro Preto encantam Mariana
Para comemorar os 280 anos da diocese de Mariana, o órgão Arp Schnitger desperta depois de sua última restauração
- Ana Beatriz Justino
- Supervisão: Luiz Loureiro
Na noite dessa quinta-feira (11), Mariana teve a oportunidade de ouvir o órgão Arp Schnitger em sintonia com a Orquestra de Ouro Preto. A Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção, conhecida como Sé, estava abarrotada de pessoas ansiosas para apreciar o repertório preparado pela organista Josinéia Godinho e pelo Maestro Rodrigo Toffolo. O concerto é um projeto do Sons do Sagrado e a programação, aberta ao público, se estende esste sábado (13).
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Órgão e orquestra se apresentam
O órgão, que despertou nesta segunda (08), é o protagonista dos 280 anos da Diocese de Mariana. O concerto da noite agraciou os ouvintes com quatro composições em conjunto e duas composições tocadas apenas pela orquestra. O repertório foi pensado para exaltar o órgão, com músicas escritas para o instrumento, mas também para exaltar sua versatilidade.
O Maestro Rodrigo Toffolo comentou sobre a sincronia entre música e arquitetura na formulação da programação. “A gente escolheu dois concertos de Händel que são feitos para o instrumento, né? Tudo a ver com a época da igreja, com o período que a gente vai estar fazendo aqui. A música combina muito com a parte arquitetônica e com a pintura. A gente faz uma peça moderna também que tem participação de órgão para mostrar também a versatilidade do instrumento”.
O órgão Arp Schnitger foi acompanhado por diversos grupos musicais em suas apresentações, mas a da Orquestra Ouro Preto foi mais que especial. Além dos ingressos terem se esgotado em pouco tempo, o concerto foi o encerramento de apresentações da orquestra em 2025. Ao final, a orquestra apresentou as músicas Ave Maria e Jingle Bells e receberam uma homenagem da Arquidiocese de Mariana, encerrando a noite quente com o sentimento natalino no ar.
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A organista Josinéia Godinho é responsável por encantar a todos com sua habilidade com o órgão, e sua paixão pelo instrumento é antiga. “Eu vim para Mariana ainda quando eu era adolescente. Eu fazia aula de órgão ainda antes da faculdade e comecei a vir aqui conhecer o órgão e ele, com certeza, foi um instrumento que me motivou a começar a estudar órgão,” comenta a organista da Sé.
Josinéia ainda frisa a importância de manter a originalidade do instrumento, que foi uma das conquistas do restauro de 2025, que mantém o som original do órgão. “É sempre uma responsabilidade tocar o órgão, uma coisa que é importante a gente saber, é um instrumento que precisa ser bem cuidado e que a gente tem que respeitar as características do instrumento. Isso é muito importante” frisa a organista.
A última restauração do órgão
O órgão Arp Schnitger da Sé é o único exemplar desse tipo de instrumento fora da Europa, e após sua instalação em 1753, passou por pelo menos três restaurações contando com a de 2025. A última restauração precisou ser feita para retirar cupins da peça someiro, que foi restaurada em 1982 com partes de madeira compensadas.