- Mariana, Ouro Preto ou Itabirito
Mariana inicia vacinação contra bronquiolite para gestantes
A imunização materna passa a ser ofertada em unidades de saúde e reforça a proteção de recém-nascidos contra o VSR, principal causa de internações de crianças de até dois anos
- Joyce Campolina
- Supervisão: Lui Pereira
A Prefeitura de Mariana iniciou, nesta terça-feira (09/12), a oferta da vacina contra a bronquiolite nas unidades de saúde do município. O imunizante está disponível na Central de Imunização e na sala de vacinas do bairro Cabanas, de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h45. Nas demais unidades, a aplicação seguirá a programação local de cada posto.
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O público prioritário é formado por gestantes a partir de 12 semanas, que devem apresentar CPF ou Cartão Nacional de Saúde, além do cartão da gestante e cartão de vacinas. A estratégia busca ampliar a proteção dos bebês no período mais crítico da vida: os primeiros meses após o nascimento, quando o risco de complicações respiratórias é maior.
Segundo a Secretaria de Saúde, a vacinação materna representa um avanço importante no enfrentamento da doença. A placenta transfere os anticorpos produzidos pela gestante ao bebê, garantindo proteção inicial contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, hoje considerada a maior responsável por internações infantis no Brasil. Entre 2018 e 2024, mais de 80 mil bebês prematuros foram hospitalizados no país por complicações associadas ao VSR.
O que é bronquiolite?
A bronquiolite é uma infecção respiratória que atinge principalmente crianças menores de dois anos. A doença causa inflamação nos bronquíolos e favorece o acúmulo de muco, o que dificulta a passagem de ar. Por possuírem vias aéreas estreitas e um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, bebês se configuram como os mais vulneráveis, pela propensão à rápida evolução do quadro.
Os primeiros sintomas lembram um resfriado comum, coriza, tosse e febre baixa. No entanto, é entre o segundo e o terceiro dia que muitos bebês começam a apresentar piora respiratória, como respiração acelerada, cansaço, chiado no peito. E, nos casos mais graves, sinais de insuficiência respiratória, como gemência, cianose, que aponta para o arroxeamento dos lábios e sonolência excessiva. Segundo dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), cerca de uma em cada 50 crianças infectadas precisa de hospitalização no primeiro ano de vida.
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O VSR responde por até 80% dos casos de bronquiolite e por cerca de 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos, segundo dados da SAPS. No Distrito Federal, por exemplo, somente entre janeiro e março de 2024, quase 20 mil internações infantis por síndromes respiratórias foram registradas, mais de mil bebês precisaram de UTI pediátrica.
Como ocorre a transmissão e quais são os cuidados essenciais
A transmissão da bronquiolite acontece pelo contato com secreções respiratórias contaminadas: espirros, tosse, superfícies tocadas e mãos não higienizadas. Ambientes fechados e aglomerações aumentam o risco. Por isso, especialistas reforçam cuidados simples, mas eficazes:
Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel;
Evitar contato com pessoas gripadas, sobretudo nas primeiras semanas de vida do bebê;
Evitar visitas a recém-nascidos durante períodos de alta circulação viral;
Manter a amamentação, que fortalece o sistema imunológico;
Manter a vacinação em dia, incluindo a vacina materna contra a bronquiolite e a vacina da gripe.
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Com a disponibilização da vacina, Mariana se alinha às novas diretrizes nacionais de prevenção à bronquiolite e amplia o acesso das famílias a uma camada de proteção inédita no SUS.
A orientação da Secretaria de Saúde é que todas as gestantes elegíveis procurem as unidades o quanto antes, garantindo não apenas a própria proteção, mas sobretudo a segurança dos recém-nascidos nos seus primeiros e mais delicados meses de vida.